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Famílias podem se cadastrar para apadrinhar jovens

uíza de Nova Odessa implanta projeto para possibilitar reintegração de crianças e adolescentes


Famílias podem se cadastrar para apadrinhar jovens

Famílias podem se cadastrar para apadrinhar jovens

Em reunião ocorrida nesta terça-feira (3) no CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) de Nova Odessa foi discutida a implantação do Programa de Apadrinhamento, da juíza Michelli Vieira do Lago Ruesta Changman. Representantes da Prefeitura, Conselho Tutelar e Poder Judiciário trataram dos detalhes do projeto que permite famílias que se cadastrarem no Fórum apadrinharem afetiva e financeiramente crianças e adolescentes em situação de acolhimento.

A parceria envolve o Poder Judiciário e toda a rede socioassistencial do Município, englobando Casa Abrigo Casulo, CREAS, CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do Jardim das Palmeiras e CAS (Centro de Assistência Social) do Jardim São Jorge. As famílias interessadas em apadrinhar podem procurar o Fórum de Nova Odessa, para o devido cadastramento.

A juíza da 2ª Vara Judicial da Comarca local determinou, por meio de Portaria publicada em 5 de junho, a organização e acompanhamento do programa. Além disso, deu ciência ao Ministério Público, Conselho Tutelar, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Conselho Municipal da Criança e Adolescente e entidades de acolhimento do Município, além da própria Prefeitura e a Câmara Municipal.

Agora, discute-se a efetiva implantação. “Tem por objetivo possibilitar a reintegração familiar e a colocação em família substituta de crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional, que não tenham esta perspectiva por ausência de adotantes cadastrados com interesse”, explica a juíza de Direito. Segundo Michelli Changman, o apadrinhamento é “afetivo, de serviços e financeiros”.

Etapas – As etapas de aproximação e desenvolvimento do apadrinhamento, inclusive as autorizações para saídas da entidade, serão acompanhadas de forma sistemática pelos técnicos responsáveis, com supervisão do Poder Judiciário, e informados ao Ministério Público e Judiciário nos próprios autos do PIA (Plano Individual de Atendimento) da criança ou adolescente apadrinhado, com relatórios.

Os profissionais dos programas de acolhimento estão sendo preparados, além de discutindo para aperfeiçoar e ampliar o projeto. “O principal é que as crianças tenham vivência em família, lazer, afetividade e carinho”, ressalta a diretora de Gestão Social e Cidadania, Patrícia Cristina Pereira. A dirigente frisa que os cadastros das famílias interessadas em apadrinhar são diferenciados daqueles de adoção tradicional.

Conselheira tutelar, Maria Antônia Piconi reforça que o projeto não aborda a adoção. “Quem apadrinha não têm a guarda, pois continuam sob a responsabilidade da instituição de acolhimento. Lembrando que o objetivo é de promover vínculos afetivos seguros e também duradouros, em um encontro de amizade de um indivíduo que se torna referência na vida de crianças e adolescentes”, explica. “Quem se doa para ajudar o próximo, eleva-se como ser humano”, completa Maria Piconi.

A juíza Michelli Changman é também autora do Projeto Afin (Afeto na Infância), que tem exposição itinerante percorrendo Nova Odessa e outras cidades da região. O Projeto Afin é uma obra social que disponibiliza textos, vídeos, palestras e painéis ilustrados digitais com conteúdo relacionado à saúde emocional de crianças e adolescentes, com foco na chamada ‘primeira infância’, de 0 a 6 anos.

A iniciativa traz dicas de práticas baseadas em estudos científicos das áreas de Medicina, Psicologia e Pedagogia, sobre como pais e cuidadores podem agir para melhor educar o emocional das crianças. “É mais uma parceria entre a Rede Socioassistencial e o Fórum de Nova Odessa, com a excelentíssima juíza idealizando outro projeto importante para o nosso município”, finaliza Patrícia Pereira.

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